sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Orayê yê Oxum!

Oxum, a Rainha do amor !

Que Oxum aja em nossas vidas, nos dando amor , nos dando acalento. Que a mãe das cachoeiras nos guarde na hora de nossos choros , que ela nos cubra com seu manto de amor.
Oxum, a rainha do amor,
Oxum, que com sua beleza nos mostre a verdadeira beleza da vida, nos mostre o que é realmente belo e só apenas o que merecemos.
Oxum, ó mãe. Oxum Orayê yê ó Mãe.
Nos console , nos momentos difíceis, Mas nos de forças para continuar os nossos caminhos.
Oxum, rainha do amor. Agradecemos as graças alcançadas e as graças que ainda vamos alcançar. Por que sem amor nada existe, por que sem amor nada se faz. Amor esse que vós derrama sobre nossas cabeças, amor que nos faz perceber a essência da vida !
Obrigada, ó Mãe!

Saravá Oxum !

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Por que firmamos anjo de guarda?

Comumente escutamos em atendimentos com guias que devemos manter a vela de nosso anjo de guarda acesa.
Esta atitude gerou diversas duvidas e colocações nem sempre verdadeiras a respeito do fato de se firmar anjo de guarda.
E ai surgem as perguntas:
Damos luz para nossos anjos de guarda?
Deus colocaria um espírito sem luz para tomar conta de nossas vidas?
Notamos ai sem duvidas um grande erro interpretativo e falta de "conhecimento de causa"
Quando firmamos uma vela para nosso anjo, não estamos dando-lhe luz, mas sim criando um  campo de proteção a nosso volta ígneo, ou seja, a partir da chama da vela nosso anjo irradia uma energia ígnea para consumir campos negativos, afastar espíritos desequilibrados e iluminar nosso mental para podermos receber suas orientações através da intuição.
Da mesma forma que não encontramos lógica em se firmar esta vela acima ou abaixo de nossa cabeça, pois de um momento que ela tenha sido devidamente consagrada aonde a mesma ficará firmada seja em cima de nossa cabeça ou abaixo da mesma não fará a menor diferença.
Quando ofertamos a nosso anjo a água, também não estamos matando sede de ninguém, mas tão somente utilizando-se de um elemento aquático para purificação de nosso espírito.

Esperamos que com esta pequena contribuição possamos mostrar um dos fundamento dos rituais de Umbanda.

Sarava a todos

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Antes de falar de alguém faça o teste das três peneiras !

   Chegou um novo vigário na Paróquia do Santo Agostinho. Logo no primeiro dia, dona Flora foi a sacristia falar com ele.
   - Padre, o senhor nem imaginava o que me contaram a respeito do João.
   Nem chegou a terminar a frase por que o Padre a interrompeu:
   - Espere um pouco, dona Flora, o que a senhora vai me contar já passou pelas 3 peneiras ?
   - Peneiras ? Que Peneiras Padre?
   - A Primeira é a da verdade. Tem certeza que esse fato é absolutamente verdadeiro?
   - Não, mas como poderia ? O que sei é o que me contaram, mas acho que ...
   - Então a história já vazou pela primeira peneira. Vamos a segunda, a da bondade. O que a senhora vai me contar é alguma coisa que a senhora que os outros dissessem a seu respeito?
   - Claro que não! Deus me livre!
   - Então essa história já vazou pela segunda peneira. Vamos a terceira peneira, que é a da necessidade. A senhora acha mesmo necessário contar-me esse fato, passa-lo adiante?
   - Não Padre, não tenho necessidade de conta-lo.
   Dona Flora deixou a sacristia muito envergonhada .


Moral :
Antes de falar de alguém pense se gostaria que falassem o mesmo de você ! Hoje você fala , amanhã você é o falado !



Mas como trago isso para a Umbanda ?


Quando ouvir alguma coisa , que você não quer que falem de você ignorem ! Ouça tudo o que as pessoas tem a dizer para você , mas absorva apenas aquilo que te faz bem ! E quando ver algo que não é certo, faça o teste das três peneiras , casa vaze em qualquer uma das três esqueçam ! Lembrem-se : Hoje você fala, amanhã você é falado !

sexta-feira, 23 de abril de 2010

SARAVÁ OGUM !



A primeira coisa que passa em minha mente quando penso em Ogum é LEI !
Orixá das estradas, dos ferros , da guerra , mas acima de tudo a Lei !

Ogum que haje em nossas vidas colocando ordem, nos colocando no caminho ... Nos guiando para o caminho certo, o caminho da Paz !

Ogum é o Orixá que manda, que põe ordem , mas que nas horas difíceis acalenta, consola e acima disso ajuda seus filhos para eles continuarem no caminho , pra cumprir seus carmas . Para aceitar aquilo que é seu , mas não desistir de lutar . Ogum matou o dragão é isso que ele vem nos ensinar a matar nossos próprios dragões , para cravarmos nossas próprias guerras ... Mas não em busca do mau , de dinheiro ou coisas mundanas, em busca de Paz, de caridade, de COMPAIXÃO com o próximo ! Ogum nos caminhos que abre nos mostra muitas coisas para nos servir de bons e maus exemplos , só nos basta escolher !


Num lindo campo uma tropa se formou e na linha de frente Pai Ogum se colocou , chamou seus filhos para virem guerriar com Ogum nessa batalha sei que é louvor ganhar ! Seu Matinata, Beira-Mar, Ogum Megê, 7 espadas , Ogum de Ronda todos venham me valer ...
Nessa batalha só tem uma intensão é para os filhos de Umbanda ter amor no coração , amar o próximo sem nenhuma distinção Pai Ogum só quer na Terra muita fé e União !

Patakuri Ogum !

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Piada ?





Um Pai-de-Santo, para definir bem a influência dos orixás nas pessoas contou uma estória:


_ Simulemos um fato: Imaginem duas pessoas brigando.


Passando um filho de Ogum, ou ele passa direto e nem olha, ou já vai se meter na briga.

Um filho de Xangô para, fica olhando, e já começa a reclamar. Coitado do baixinho! Por que será esta briga? Acho que aquele alto não tem razão. E pior, nem sabe brigar. É um fraco. E fica questionando.

Um filho de Oxóssi para, senta no chão e, rindo, fica assistindo e se deleitando com a briga.

Uma filha de Iemanjá chamaria os dois, colocaria suas cabeças em seu colo e os acalmaria recomendando paz.

Uma filha de Iansã já reclamaria e chamaria a polícia.

Alguém perguntou:

_ E uma filha de Oxum, que faria?

Ele Respondeu:

_ Nada, e nem poderia. Os dois estavam brigando por causa dela...
 
    (retirado do livro Sociedade Espiritualista da Mata Virgem)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Saber controlar seus Sentimentos !

É uma ótima qualidade para qualquer médium, ter os pés no chão !
Não ter inveja, raiva , ódio só por que alguém se sobressai  .
Em um terrero isso geralmente acontece, exemplo :

O médium A trabalha a muitos anos naquela casa e no seu ponto de vista nunca foi notado pelo Pai da Casa. Um dia entra um novo médium na casa o médium B, e as entidades dele se manifestam de um jeito muito bonito e inexplicavél,  e o Médium A começa a se retorcer de raiva, ciumes, inveja por que ele trabalha a anos como cambone e nunca sentiu a vibração de um guia de quer. O tempo passa e as giras não correm mais como antes, sempre a um egum atrapalhando. E o Médium B recebe um Caboclo que se dirigi até o médium A . O caboclo com seu jeito de falar pergunta por que aquele filho tem tanta raiva dentro do coração, e ele responde "Olha Caboclo eu não tenho raiva" e o caboclo continua "filho, todos temos nossa hora e não podemos sentir inveja, ciumes dos outros. Já passou pela sua cabeça que todos esses sentimentos só te levam para trás? Nunca passou pelos seus pensamentos o por que dá distancia dos seus Guias? Bom, se nunca passou eu  falo pra você. Seus Guias querem estar juntos de você mais você entrou numa cúpula que é feita da inveja, ciumes ... E isso não é bom filho ! " O Médium A começa a chorar e percebe o erro , algumas giras depois o médium A com a consciencia mais limpa começa a sentir a vibração de seus Guias. Depois disso as giras voltaram a correr bem e ele conseguiu o que queria ser reconhecido , mais não por receber seus guias mais por aber se afastar dos sentimentos ruins !

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nunca Cresça

Achei esse texto na Internet e é bastante interresante para nós Umbandistas. Leia com bastante atenção !

Nunca perca a inocência; nunca cresça. Sempre tenha a essência de uma criança, mesmo sendo adulto; aquele coração doce e puro, que tem uma inabalável, que salta muralhas, destrói fortalezas, vence exércitos, que sabe o caminho dos rios de águas tranquilas, que sabe quebrar a soberba do homem com seu puro amor. Que sabe perdoar sem guardar mágoa. Que acredita nos outros independente de sua situação.

O que quer que aconteça nunca cresça, e não se esqueça de guardar o amor no seu peito, a lembrança do tempo, a humildade na mão e os amigos no seu coração! ;) 


"A Alegia já tem Inspiração na inocência de Cosme e Daminhão"

Fiquem na Paaz !!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Okê Cabocla !

É a entidade mais reverenciada em todos os terreiros, depois de Oxalá, sua história começa aos sete meses de nascida quando foi abandonada por sua mãe e assim acabou por ser criada pelo caboclo Tupinambá, Jurema foi cacique de sua tribo e ao desencarnar, veio a terra na foram da grande Cabocla Jurema.
Jurema entidade de força, de poucos risos, mas de um carinho fora do normal.

A ela credita-se, várias falanges de caboclos, onde ela é a comandante, são chamados eles de falangeiros da Jurema.
E tem sua filha Jureminha que responde também na linha de Jurema.


Salve a Cabocla Juremá.






segunda-feira, 4 de janeiro de 2010



Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando farpas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadores
falharam em suas tentativas. Ela foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para ela preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). A mãe de Òsotokànsosó fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "Oxossi! Oxossi!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje. Oxossi.



Okê Arô !





domingo, 27 de dezembro de 2009

Lenda da Criação - Oxalá



Oxalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro a ser criado por Olorum, o deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.
Oxalá foi encarregado por Olorum de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olorum entregou-lhe o "saco da criação". O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta como. Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Exú, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.
Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exé, que, entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exé descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Odudua, criado por Olorum depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olorum para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olorum exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odudua! Vá criar o mundo!" Odudua saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água.
Deixou cair a substância marrom contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas.
Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odudua aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o rei da terra.
Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olorum. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun, ou "orixás brancos", beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olorum, insuflaria a vida.
Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alamorere, o "proprietário da boa argila".

Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformdas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Oxalá.


(retirado do livro Curso de Umbanda)


Lebda de Yemanjá





Exu, seu filho, se encantou por sua beleza e tomou-a a força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Yemanjá resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “saiu no mundo” desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Yemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Olorum. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo dando origem aos mares. Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.
Por isso Yemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade.

(retirado do livro Curso de Umbanda)


Desculpas !

Olá pessoal !
Queria me desculpar pelo "abandono" do blog, bom estavá num momento dificil emocionalmete... Mais graças aos meus Pais e Mães orixás eu já estou ótima ! 
Estou cheia de idéias novas e informações também !
Vou começar a postar Videos aqui viu? 


Axé !

domingo, 22 de novembro de 2009

Saravá a Senhora do Tempo !

Oyá é a Orixá do tempo e seu campo preferencial de atuação é o religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso.
O "Tempo" é a chave do mistério da Fé regido pela nossa amada mãe Oyá, porque é na eternidade do tempo e na infinitude de Deus que todas as evoluções acontecem.
Oyá é o polo sosmico de Oxalá, e ambos regem a linha da Fé. A primeira das 7 linhas de Umbanda, que são sete irradiações do nosso divino Criador.
Oyá é a consumidora de tudo o que nos faz mal.


Saravá Oyá
OLHA O TEMPO MINHA MÃE !!!

sábado, 21 de novembro de 2009

Eparrei Iansã !


Senhora da Lei, essa é Iansã rainha das tempestades …

Iansã que é o polo negativo de Ogum, que é esposa de Xangô !

Que equilibra !

Iansã é uma orixá guerreira, é a protetoras dos Eguns. Dos mortos.

É a Iabá de gênio mais forte, patrona da Linha dos Baianos .

Doutrinadora, quebra Demandas !

EPARREI SENHORA DA LEI !

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Salve o Povo da Bahia!

Essa linha surgiu mais o menos em 1942. Essa linha surgiu por que os nordestinos que vinham para as grandes cidades eram humilhados só pelo fato de serem nordestinos.
Bom, com sua alegria e com seu jeito de ser sempre conseguem arrancar boas risadas de todos que os cercam. Apesar de serem alegres também são quebradores de demandas. Eles tem uma aproximação com os Exús bem grandes, podendo trabalhar nessa vibração a qualquer momento, quando isso acontece é chamado de "Virada de Baianos".
Os baianos são regidos por Iansã .
Concluo que a gira de Baianos é uma das giras que nos trás mais alegria, pés no chão e o insentivo para que enfrentemos mais um dia de nossas vidas sem tirar o sorriso do rosto !

SALVE O POVO DA BAHIA !
JEITRUA !

sábado, 14 de novembro de 2009

101 anos de Umbanda


Como posso expressar o que eu sinto por essa religião, um imenso amor, um sentimento de gratidão infinito.
Agradeço todos os dias o que nosso Pai Olorum colocou nas nossas vidas todos os tropeços, quedas, todos os recomeços que nosso amado Pai nos dá diariamente, os livramentos... E agradeço ainda a ele por colocar suas divinas essências em nossas vidas.
Eu vos agradeço por tudo meu Pai.
Hoje olho a minha vida e percebo que a semeadura é opcional e que a colheita é obrigatória, que tudo quando falo tudo é TUDO mesmo que nós fazemos volta em dobro para nós mesmos.
Agradeço meu Pai pelo Senhor ter enviado O Caboclo das 7 encruzilhadas em terra e ter fundada nossa amada Umbanda, agradeço o Senhor ter enviado o Preto Velho Pai Antonio na primeira gira de Umbanda.
Hoje agradeço aos meu orixás, meus guias, minha casa, meus irmãos de Fé, Meu Pai e minha Mãezinha por que a evolução espiritual não se faz sozinha, temos que nos unir para ajudar o nosso próximo, a caridade só se dá por completa quando todos são ajudados !
E hoje eu posso dizer SOU FELIZ POR SER UMBANDISTA, por ter a oportunidade de ajudar meu próximo em nome do meu Pai Olorum!
Obrigada meu Deus, meu TUDO!

sábado, 10 de outubro de 2009

lenda de Oxum


Oxum sempre foi mulher vaidosa, bela e elegante ofuscava a todos com seu brilho vistoso. Uma coisa, porém fazia-lhe falta, queria muito saber sobre os mistérios de Ifá. Tinha sede do conhecimento dos oráculos, precisava conhecer o passado, presente e futuro, somente assim se sentiria realizada. Pensou bastante a respeito e resolveu procurar Exu, usou toda sua doçura e encanto para que ele lhe ensinasse os segredos.

Exu sentiu-se atraído pela bela mulher, mas não era de entregar nada gratuitamente e lhe propôs um trato. Se ela ficasse junto dele por sete anos fazendo todos os serviços de sua casa, entregaria os mistérios que ela tanto desejava. Oxum aceitou e durante todo o tempo do trato, lavou, passou e cozinhou para Exu. No final do período tratado, Exu cumpriu o que havia prometido e liberou-a. A moça, entretanto havia se apaixonado e mesmo com os segredos em mãos preferiu continuar morando com ele. Assim viveram por muito tempo em perfeita harmonia. Um dia Oxum estava à beira de um rio cantando com maviosa voz enquanto penteava os cabelos. Xangô, que por ali passava, escondeu-se para ver de onde vinha tão maravilhosa melodia. Ao deparar-se com a beleza encantadora da bela mulher enamorou-se perdidamente. Impetuoso como sempre, foi até ela e declarou-se. Ela, porém, explicando sua condição de casada e feliz, recusou o amor que o homem dizia sentir. Tomado de fúria, não admitia ser contrariado, agarrou a mulher e levou-a para seu reino onde a trancafiou no alto de uma torre de onde somente sairia para unir-se a ele. Dias e noites sem fim se passaram e Oxum em sua masmorra apenas chorava em desespero. Enquanto isso, Exu vasculhava por todos os cantos do mundo a procura da mulher que aprendera a amar e respeitar. Quando já estava para desistir, resolveu descansar à sombra de uma árvore, quando ouviu um canto melancólico e reconheceu imediatamente a voz que tanto amava. Rapidamente subiu até a torre e tomou conhecimento de tudo que acontecera.

Tentou de todas as formas tirá-la dali, mas Xangô havia sido previdente, usara de um artifício mágico que deixava a mulher presa dentro de um circulo e somente ele conseguiria libertá-la. Sentindo-se derrotado, Exu foi embora jurando que voltaria.

Andou sorumbático pelos caminhos, a cabeça em turbilhão, quando se deparou com um velho que perguntou o porquê daquela tristeza. Onde estava a alegria tão comentada de Exu? Ele não teve forças para responder, apontou o alto da torre que se via ao longe. O velho era Orunmilá e não precisou de mais detalhes, apenas queria saber o tamanho do amor que unia aqueles dois e a resposta do rapaz foi o suficiente. Tirou um saquinho de sua vestimenta e entregou a ele recomendando que aspergisse seu conteúdo sobre Oxum. Cheio de alegria e esperança Exu voltou correndo à prisão de sua amada. Sem dizer nada apenas jogou sobre ela todo o pó que Orunmilá lhe dera. No mesmo instante Oxum transformou-se em uma linda pomba dourada e saiu voando direto para seu lar onde mais tarde se reencontraram e viveram felizes por muitos anos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Festa dos Erês

Templo de Umbanda Ogum Megê e Caboclo Meia Lua

Orgulhosamente os convida para a festa dos Erês (Cosme e Daminhão)

Data: 26/06/09
horario: 16:00 h
Local : Sede do Templo Rua Imbiras, 793 - Vila Mazzei (próximo ao Metrô Tucuruvi)

Obrigatório doação 1kg de alimento não perecível

Mais informações: aaninhadohotmail@hotmail.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pai Paulo, sobre Ibeijadas


Adorei as Ibejadas...
Na Umbanda são grandes renovadores de nossos sentimentos, amparados pela irradiação do Amor – pelo Orixá Oxumaré.
Chamadas de crianças, erês ou ibejadas trabalham com tanta pureza e simplicidade, que um “simples” doce entregue por eles suaviza nossa alma, adoça nossa vida, são ótimos curadores e fantásticos orientadores espirituais.
Não subestimem nossas crianças do astral, que brincam trabalhando e trabalham brincando.

Como dizem....
Lá no céu tem tres estrelas - Todas elas são pequeninas
Lá no céu tem tres estrelas - Todas elas são pequeninas
Duas são cosme e damiao - a outra é mariazinha...

Cosme e Damião,Damião cadê Doun ? Doun foi passear lá no cavalo de Ogum
Cosme e Damião,Damião cadê Doun ? Doun foi passear lá no cavalo de Ogum
Dois dois sereias do mar - Dois dois mamãe Iemanjá....

Salve 27 de Setembro - Salve Cosme e Damião...
Salve nossos Erês....
Saudação: Adorei as Ibeijadas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Exu Caveira


Sou exu, assentado nas forças do Sagrado Omulu e sob sua irradiação divina trabalho. Fui aceito pelo Divino Trono Mehor-yê e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.
Fui senhor de um povoado que habitava a beira do grande rio sagrado. Nossa aldeia cultuava a natureza e inocentemente fazia oferendas cruéis de animais e fetos humanos. Até que minha própria mulher engravidou e o sumo sacerdote, decidiu que a semente que crescia no ventre de minha amada, devia ser sacrificado, para acalmar o deus da tempestade. Obviamente eu não permiti que tal infortúnio se abatesse sobre minha futura família, até porque se tratava do meu primeiro filho. Mas todo o meu esforço foi em vão. Em uma noite tempestuosa, os homens da aldeia reunidos, invadiram minha tenda silenciosamente, roubaram minha mulher e a violentaram, provocando imediato aborto e com o feto fizeram a inútil oferenda no poço dos sacrifícios. Meu peito se encheu de ódio e eu nada fiz para conte-lo.. Simplesmente e enquanto houve vida em mim, eu matei um por um dos algozes de minha esposa inclusive o tal sacerdote.
Passei a não crer mais em deuses, pois o sacrifício foi inútil. Tanto que meu povoado sumiu da face da terra, soterrado pela areia, tamanha foi a fúria da tempestade. Derrepente o que era rio virou areia e o que areia virou rio. Mas meu ódio persistia. Em meus olhos havia sangue e tudo o que eu queria era sangue. Sem perceber estava sendo espiritualmente influenciado pelos homens que matei, que se organizaram em uma trevosa falange a fim de me ver morto também. O sacerdote era o líder. Passei então a ser vítima do ódio que semeei.
Sem morada e sem rumo, mas com um tenebroso exército de homens odiosos, avançamos contra várias aldeias e povoados, aniquilando vidas inocentes e temerosamente assombrando todo o Egito antigo. Assim invadimos terras e mais terras, manchamos as sagradas águas do Nilo de sangue, bebíamos e nos entregávamos às depravações com todas as mulheres que capturávamos. Foi uma aventura horrível. Quanto mais ódio eu tinha, mais eu queria ter. Se eu não podia ter minha mulher, então que nenhum homem em parte alguma poderia ter. Entreguei-me a outros homens, mas ao mesmo tempo violentava bruscamente as mulheres. As crianças, lamentavelmente nós matávamos sem piedade. Nosso rastro era de ódio e destruição completas. Até que chegamos aos palácios de um majestoso faraó, que também despertava muito ódio em alguns dos mais interessados em destruí-lo, pois os mesmos não concordavam com sua doutrina ou religião. Eis que então fomos pagos para fazer o que tínhamos prazer em fazer, matar o
faraó.
Foi decretada então a minha morte. Os fiéis soldados do palácio, que eram muito numerosos, nos aniquilaram com a mesma impiedade que tínhamos para com os outros. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto coube na medida exata para conosco.
Parti para o inferno. Mas não falo do inferno ao qual os leitores estão acostumados a ouvir nas lendas das religiões efêmeras que pregam por aí. O inferno a que me refiro é o inferno da própria consciência. Este sim é implacável. Vendo meu corpo inerte, atingido pelo golpe de uma espada, e sangrando, não consegui compreender o que estava acontecendo. Mas o sangue que jorrava me fez recordar-me de todas as minhas atrocidades. Olhei todo o espaço ao meu redor e tudo o que vi foram pessoas mortas. Tudo se transformou derrepente. Todos os espaços eram preenchidos com corpos imundos e fétidos, caveiras e mais caveiras se aproximavam e se afastavam. Naquele êxtase, cai derrotado. Não sei quanto tempo fiquei ali, inerte e chorando, vendo todo aquele horror.
Tudo era sangue, um fogo terrível ardia em mim e isso era ainda mais cruel. Minha consciência se fechou em si mesma. O medo se apossou de mim, já não era mais eu, mas sim o peso de meus erros que me condenava. Nada eu podia fazer. As gargalhadas vinham de fora e atingiam meus sentidos bem lá no fundo. O medo aumentava e eu chorava cada vez mais. Lá estava eu, absolutamente derrotado por mim mesmo, pelo meu ódio cada vez mais sem sentido. Onde estava o amor com que eu construí meu povoado? Onde estavam meus companheiros? Minha querida esposa? Todos me abandonaram. Nada mais havia a não ser choro e ranger de dentes. Reduzi-me a um verme, jogado nas trevas de minha própria consciência e somente quem tem a outorga para entrar nesta escuridão é que pode avaliar o que estou dizendo, porque é indescritível. Recordar de tudo isto hoje já não me traz mais dor alguma, pois muito eu aprendi deste episódio triste de minha vida espiritual.
Por longos anos eu vaguei nesta imensidão escura, pisoteado pelos meus inimigos, até o fim das minhas forças. Já não havia mais suspiro, nem lágrimas, nem ódio, nem amor, enfim nada que se pudesse sentir. Fui esgotado até a última gota de sangue, tornei-me um verme. E na minha condição de verme, eu consegui num último arroubo de minha vil consciência pedir socorro a alguém que pudesse me ajudar. Eis que então, depois de muito clamar, surgiu um alguém que veio a tirar-me dali, mesmo assim arrastado. Recordo-me que estava atado a um cavalo enorme e negro e o cavaleiro que o montava assemelhava- se a um guerreiro, não menos cruel do que fui. Depois de longa jornada, fui alojado sobre uma pedra. Ali me alimentaram e cuidaram de mim com desvelo incompreensível. Será que ouviram meus apelos? Perguntava-me intimamente. Sim claro, senão ainda estaria lá naquele inferno, respondia-me a mim mesmo. “–Cale-se e aproveite o alvitre que vosso pai vos concedeu.

- Disse uma voz vinda não
sei de onde. O que eu não compreendi foi como ele havia me ouvido, já que eu não disse palavra alguma, apenas pensei, mas ele ouviu. Calei-me por completo.
Por longos e longos anos fiquei naquela pedra, semelhante a um leito, até que meu corpo se refez e eu pude levantar-me novamente. Apresentou-se então o meu salvador. Um nobre cavaleiro, armado até os dentes. Carregava um enorme tridente cravado de rubis flamejantes. Seu porte era enorme. Longa capa negra lhe cobria o dorso, mas eu não consegui ver seu rosto.
Não tente me olhar imbecil, o dia que te veres, verás a mim, porque aqui todos somos iguais.
Disse o homem em tom severo. Meu corpo tremia e eu não conseguia conter, minha voz não saia e eu olhava baixo, resignando-me perante suas ordens.
- Fui ordenado a conduzir-lhe e tenho-te como escravo. Deves me obedecer se não quiser retornar àquele antro de loucos que estavas. Siga minhas instruções com atenção e eu lhe darei trabalho e comida. Desobedeça e sofrerás o castigo merecido.
- Posso saber seu nome, nobre senhor?
- Por enquanto não, no tempo certo eu revelarei, agora cale-se, vamos ao nosso primeiro trabalho.
- Esta bem.
Segui o homem. Ele a cavalo e eu corria atrás dele, como um serviçal. Vagamos por aqueles lugares sujos e realizamos várias tarefas juntos. Aprendi a manusear as armas, que me foram dadas depois de muito tempo. Aos poucos meu amor pela criação foi renascendo. As várias lições que me foram passadas me faziam perceber a importância daqueles trabalhos no astral inferior. Gradativamente fui galgando os degraus daquele mistério com fidelidade e carinho. Ganhei a confiança de meu chefe e de seus superiores. Fui posto a prova e fui aprovado. Logo aprendi a volitar e plasmar as coisas que queria. Foram anos e anos de aprendizado. Não sei contar o tempo da terra, mas asseguro que menos de cem anos não foram.
Foi então que numa assembléia repleta de homens iguais ao meu chefe, eu fui oficialmente nomeado Exu. Nela eu me apresentei ao Senhor Omulu e ao divino trono de Mehor-yê, assumindo as responsabilidades que todo Exu deve assumir se quiser ser exu.
- Amor a Deus e às suas leis;
- Amor à criação do Pai e a todas as suas criaturas;
- Fidelidade acima de tudo;
- Compreensão e estudo, para julgar com a devida sabedoria;
- Obedecer às regras do embaixo, assim como as do encima;
E algumas outras regras que não me foi permitido citar, dada a importância que elas têm para todos os Exus.
A principio trabalhei na falange de meu chefe, por gratidão e simpatia. Mas logo surgiu-me a necessidade de ter minha própria falange, visto que os escravos que capturei já eram em grande número. Por esta mesma época, aquele antigo sacerdote, do meu povoado, lembram-se? Pois é, ele reencarnou em terras africanas e minha esposa deveria ser a esposa dele, para que a lei se cumprisse. Vendo o panorama do quadro que se formou, solicitei imediatamente uma audiência com o Divino Omulu e com O Senhor Ogum – Megê e pedi que intercedessem para que eu pudesse ser o guardião de meu antigo algoz. Meu pedido foi atendido. Se eu fosse bem sucedido poderia ter a minha falange. Assim assumi a esquerda do sacerdote, que, na aldeia em que nasceu, foi preparado desde menino para ser o Babalorixá, em substituição ao seu pai de sangue. A filha do babalawo era minha ex-esposa e estava prometida ao seu antigo algoz. Assim se desenvolveu a trama que pôs fim às nossas diferenças. Minha ex-mulher
deu a luz a vinte e quatro filhos e todos eles foram criados com o devido cuidado. Muito trabalho eu tive naquela aldeia. Até que as invasões e as capturas e o comércio de negros para o ocidente se fizeram. Os trabalhos redobraram, pois tínhamos que conter toda a revolta e ódio que emanava dos escravos africanos, presos aos porões dos navios negreiros.
Mas meu protegido já estava velho e foi poupado, porém seus filhos não, todos foram escravizados. Mas era a lei e ela deveria ser cumprida.
Depois de muito tempo uma ordem veio do encima: “Todos os guardiões devem se preparar, novos assentamentos serão necessários, uma nova religião iria nascer, o que para nós era em breve, pois não sei se perceberam, mas o tempo espiritual é diferente do tempo material. Preparamo-nos, conforme nos foi ordenado. Até que a Sagrada Umbanda foi inaugurada. Então eu fui nomeado Guardião à esquerda do Sagrado Omulu-yê e então pude assumir meu trono, meu grau e meus degraus. Novamente assumi a obrigação de conduzir meu antigo algoz, que hoje já está no encima, feito meritóriamente alcançado, devido a todos os trabalhos e sacrifícios feitos em favor da Umbanda e do bem.
Hoje, aqui de meu trono no embaixo, comando a falange dos Exus Caveira e somente

após muitos e muitos anos eu pude ver minha face em um espelho e notei que ela é igual à de meu tutor querido o Grande Senhor Exu Tatá Caveira, ao qual devo muito respeito e carinho. Não confundam Exu Caveira, com Exu Tatá Caveira, os trabalhos são semelhantes, mas os mistérios são diferentes. Tatá Caveira trabalha nos sete campos da fé; Exu caveira trabalha nos mistérios da geração na calunga, porque é lá que a vida se transforma, dando lugar à geração de outras vidas, mas não se esqueçam que há sete mistérios dentro da geração, principalmente a Lei Maior, que comanda todos os mistérios de qualquer Exu. Onde há infidelidade ou desrespeito para com a geração da vida ou aos seus semelhantes, Exu Caveira atua, desvitalizando e conduzindo no caminho correto, para que não caiam nas presas doloridas e impiedosas do Grande Lúcifer-Yê, pois não desejo a ninguém um décimo do que passei..

Se vossos atos forem bons e louváveis perante a geração e ao Pai Maior, então vitalizamos e damos forma a todos os desejos de qualquer um que queira usufruir dos benefícios dos meus mistérios. De qualquer maneira, o amor impera, sim o amor, e por que Exu não pode falar de amor? Ora se foi pelo amor que todo Exu foi salvo, então o amor é bom e o respeito a ele conserva-nos no caminho. Este é o meu mistério. Em qualquer lugar da calunga, pratique com amor e respeito a sua religião e ofereça velas pretas, vermelhas e roxas, farofa de pinga com miúdos de boi. Acenda de um a sete charutos, sempre em números ímpares e aguardente. De acordo com o número de velas, se acender sete velas, assente sete copos e sete charutos, assim por diante. Agrupe sempre as velas da mesma cor juntas e forme um triângulo com o vórtice voltado para si, as velas roxas no vórtice, as pretas à esquerda e as vermelhas à direita, simbolizando a sua fidelidade e companheirismo para conosco, pois Exu Caveira abomina
traição e infidelidade, como, por exemplo, o aborto, isto não é tolerado por mim e todos os que praticam tal ato é então condenado a viver sob as hostes severas de meu mistério. Peça o que quiser com fé, e com fé lhes trarei, pois todos os Exus Caveira são fiéis aos seus médiuns e àqueles que nos procuram.
A falange de Exus Caveira pertence à falange do Grande Tatá Caveira, que é o pai de todos os Exus assentados à esquerda do Divino Omulu, os demais não posso citar, falo apenas do meu mistério, pois dele eu tenho conhecimento e licença para abrir o que acho necessário e básico para o vosso aprendizado, quanto ao mais, busquem com vossos Exus pessoais, que são grandes amigos de seus filhos e certamente saberão orientar com carinho sobre vossas dúvidas. Um último detalhe a ser revelado é que todos os que têm Exu Caveira como Exu de trabalho ou protetor, é porque em algum momento do passado, pecaram contra a criação ou à geração e ambos, protetor e protegido tem alguma correlação com estes atos errôneos de vidas anteriores.
Tenham certeza, se seguirem corretamente as orientações, com trabalho e disciplina, o mesmo que sucedeu com meu antigo e grande sumo sacerdote, sucederá com vocês também, porque este é o nosso desejo. Mais a mais, se um Exu de minha falange consegue vencer através de seu médium ou protegido, ele automaticamente alcança o direito de sair do embaixo e galgar os degraus da evolução em outras esferas.
Que o Divino Pai maior possa lhes abençoar e que a Lei Maior e a Justiça Divina lhes dêem as bênçãos de dias melhores.

Com carinho

Senhor Exu Caveira.

No meu nome Sagrado Râmires Neffértiz III