domingo, 27 de dezembro de 2009

Lenda da Criação - Oxalá



Oxalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro a ser criado por Olorum, o deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.
Oxalá foi encarregado por Olorum de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olorum entregou-lhe o "saco da criação". O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta como. Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Exú, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.
Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exé, que, entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exé descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Odudua, criado por Olorum depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olorum para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olorum exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odudua! Vá criar o mundo!" Odudua saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água.
Deixou cair a substância marrom contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas.
Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odudua aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o rei da terra.
Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olorum. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun, ou "orixás brancos", beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olorum, insuflaria a vida.
Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alamorere, o "proprietário da boa argila".

Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformdas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Oxalá.


(retirado do livro Curso de Umbanda)


Lebda de Yemanjá





Exu, seu filho, se encantou por sua beleza e tomou-a a força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Yemanjá resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “saiu no mundo” desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Yemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Olorum. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo dando origem aos mares. Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.
Por isso Yemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade.

(retirado do livro Curso de Umbanda)


Desculpas !

Olá pessoal !
Queria me desculpar pelo "abandono" do blog, bom estavá num momento dificil emocionalmete... Mais graças aos meus Pais e Mães orixás eu já estou ótima ! 
Estou cheia de idéias novas e informações também !
Vou começar a postar Videos aqui viu? 


Axé !

domingo, 22 de novembro de 2009

Saravá a Senhora do Tempo !

Oyá é a Orixá do tempo e seu campo preferencial de atuação é o religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso.
O "Tempo" é a chave do mistério da Fé regido pela nossa amada mãe Oyá, porque é na eternidade do tempo e na infinitude de Deus que todas as evoluções acontecem.
Oyá é o polo sosmico de Oxalá, e ambos regem a linha da Fé. A primeira das 7 linhas de Umbanda, que são sete irradiações do nosso divino Criador.
Oyá é a consumidora de tudo o que nos faz mal.


Saravá Oyá
OLHA O TEMPO MINHA MÃE !!!

sábado, 21 de novembro de 2009

Eparrei Iansã !


Senhora da Lei, essa é Iansã rainha das tempestades …

Iansã que é o polo negativo de Ogum, que é esposa de Xangô !

Que equilibra !

Iansã é uma orixá guerreira, é a protetoras dos Eguns. Dos mortos.

É a Iabá de gênio mais forte, patrona da Linha dos Baianos .

Doutrinadora, quebra Demandas !

EPARREI SENHORA DA LEI !

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Salve o Povo da Bahia!

Essa linha surgiu mais o menos em 1942. Essa linha surgiu por que os nordestinos que vinham para as grandes cidades eram humilhados só pelo fato de serem nordestinos.
Bom, com sua alegria e com seu jeito de ser sempre conseguem arrancar boas risadas de todos que os cercam. Apesar de serem alegres também são quebradores de demandas. Eles tem uma aproximação com os Exús bem grandes, podendo trabalhar nessa vibração a qualquer momento, quando isso acontece é chamado de "Virada de Baianos".
Os baianos são regidos por Iansã .
Concluo que a gira de Baianos é uma das giras que nos trás mais alegria, pés no chão e o insentivo para que enfrentemos mais um dia de nossas vidas sem tirar o sorriso do rosto !

SALVE O POVO DA BAHIA !
JEITRUA !

sábado, 14 de novembro de 2009

101 anos de Umbanda


Como posso expressar o que eu sinto por essa religião, um imenso amor, um sentimento de gratidão infinito.
Agradeço todos os dias o que nosso Pai Olorum colocou nas nossas vidas todos os tropeços, quedas, todos os recomeços que nosso amado Pai nos dá diariamente, os livramentos... E agradeço ainda a ele por colocar suas divinas essências em nossas vidas.
Eu vos agradeço por tudo meu Pai.
Hoje olho a minha vida e percebo que a semeadura é opcional e que a colheita é obrigatória, que tudo quando falo tudo é TUDO mesmo que nós fazemos volta em dobro para nós mesmos.
Agradeço meu Pai pelo Senhor ter enviado O Caboclo das 7 encruzilhadas em terra e ter fundada nossa amada Umbanda, agradeço o Senhor ter enviado o Preto Velho Pai Antonio na primeira gira de Umbanda.
Hoje agradeço aos meu orixás, meus guias, minha casa, meus irmãos de Fé, Meu Pai e minha Mãezinha por que a evolução espiritual não se faz sozinha, temos que nos unir para ajudar o nosso próximo, a caridade só se dá por completa quando todos são ajudados !
E hoje eu posso dizer SOU FELIZ POR SER UMBANDISTA, por ter a oportunidade de ajudar meu próximo em nome do meu Pai Olorum!
Obrigada meu Deus, meu TUDO!